quinta-feira, 30 de junho de 2011

Rock'n love (parte 2)

- Você tem vinis?? Nossa, faz tanto tempo que não ouço um vinil. Sinto saudade daquele barulhinho suave que a agulha faz.

- Você quer ouvi-los? Posso até te emprestar alguns se quiser.

- Não adiantaria, vendi meu toca-discos há algum tempo, por falta de grana... Mas gostaria sim. Agora?

- Pode ser.

A princípio eu a achei meio maluca de topar ir à casa de um desconhecido. Depois pensei na minha segurança. Ma ela parecia uma baixinha inofensiva. Se eu não matá-la talvez ela também não me mate. Espero.

Quando chegamos na porta do meu apartamento, ela falou:

- Veja bem, vim somente por causa dos discos, ok?

Entendi o que quis dizer e respondi.

- Tudo bem, não esquenta.

Mal abri a porta e ela vôo para a estante com os vinis. Ofereci algo para beber.

- Só água, por favor. – respondeu. Ainda bem que ela não pediu mais whisky, porque eu ficaria devendo.

Quando voltei para a sala, ela já estava deitada no sofá, tocando uma guitarra imaginária ao som de Rolling Stones. De repente pensei “Talvez ela seja uma dessas meninas doidinhas que aparecem na vida de um cara e a torna mais divertida, como em alguns filmes – é, sou um cara sensível que assiste comédias românticas (mentira, só quando bate o tédio)”.

Ficamos ouvindo música e conversando madrugada afora. Me levantei para ir ao banheiro e quando voltei ela estava dormindo. Pensei “e agora? Não vou acorda-la, tá tão bonitinha dormindo...”

Tirei seus coturnos e guardei no canto da sala. Limpei a bagunça da minha cama e a carreguei para lá. “Espero que ela não caia”, pensei, pois minha cama é pequena. E fui dormir no sofá, afinal.

Na manhã seguinte, acordei com um “Hey, bom dia!”. Ela estava sentada no braço do sofá, descalça e com as pernas cruzadas, comendo um pedaço de pizza que estava na geladeira.

- Bom... dia... – respondi, esfregando os olhos e limpando a baba do queixo.

- Bom, eu preciso ir agora – disse, enfiando os pés nos coturnos – Mas a gente se vê. Tchau.

Levantou, ainda comendo a pizza, e saiu.

- Ei, peraí – gritei, mas ela já tinha batido a porta.

Um minuto depois apareceu na porta novamente, e disse:

- Ah, obrigada por me emprestar sua cama. E pela pizza. – e saiu novamente.

Fui pra minha cama. O travesseiro cheirava a cigarro, mas eu não me importava. Dormi de novo, acordei e o dia seguiu normalmente, mas volta e meia eu pensava naquela baixinha estilosa. Era sábado, a noite chegou e eu não tinha a mínima vontade de sair. Algumas pessoas acham que sair nas sextas e sábados a noite é essencial. Eu não ligo.

Lá pras 20:00, eu me preparava para começar a jogar Guitar Hero no vídeo game, quando o interfone tocou. Atendi e uma voz feminina ligeiramente rouca falou:

- Abre aí pra mim.

[CONTINUA...]

(Gabriella Avila)

;)


domingo, 26 de junho de 2011

Rock'n love (parte 1)

O bar estava movimentado e eu, entediado. Era aniversário de um amigo e a turma resolveu comemorar lá. Eles estavam na terceira rodada de tequila, e eu apenas observava. Acho tequila uma bebida ridícula, e mais ridículo ainda aquele ritual de lamber o sal, morder o limão, arriba, abajo, anãoseimaisaonde. Decidi explorar o ambiente pra ver se encontrava alguém deslocado como eu. Foi quando esbarrei nessa garota.

Na verdade não houve esbarro nenhum, é só uma forma de dizer que eu a encontrei. Sentada em uma daquelas cadeiras altas, com um dos cotovelos apoiados na mesinha. Usava um vestido cinza de mangas compridas e um par de coturnos. Sem pulseiras, brincos ou colares. Tinha os cabelos muito escuros e lisos até o meio das costas e algumas mechas muito vermelhas, que pareciam brasas acesas em meio a cinzas negras. Uma luz sob a mesinha iluminava seu rosto apático.

Me aproximei timidamente, mãos nos bolsos, sem nem saber o que dizer. Mas sabia pela sua expressão que ela se sentia tão entediada quanto eu. Dei um singelo Oi. Ela olhava pra baixo e apenas movimentou os olhos em minha direção. Soprou para cima a fumaça do cigarro que fumava e respondeu com um Olá tão singelo quanto o meu. Enquanto eu pensava o que dizer para puxar assunto, ela comentou:

- Morrison e seu olhar matador.

Disse apontando para minha camiseta estampada com a foto mais famosa de Jim Morrison, falecido vocalista do The Doors. Seu tom de voz era baixo e um pouco rouco, muito interessante.

- Gosta de The Doors? – perguntei, aproveitando a deixa.

- Sim. Gosto da maioria das bandas que tem ‘The’ no nome. Senta aí, cara.

Na mesa um copo de whisky com bastante gelo e um maço de LA. Seus lábios eram de um vermelho desbotado, e descobri por que: boa parte do batom ficou no copo. Roubei uma das cadeiras altas da mesinha ao lado e sentei de frente para ela.

- Você parece meio desanimada... – comentei.

- Ah, está tão evidente assim? Algumas amigas me arrastaram pra cá, uma delas bebeu horrores e está passando mal, chorando e vomitando. Não suporto esse tipo de coisa e deixei as outras cuidarem disso. Amanhã levo pra ela um remedinho pra ressaca e fica tudo bem. Melhor do que voltar pra casa com os sapatos sujos de vômito. Estou só terminando meu whisky pra ir embora. – ela justificou, muito sincera.

- Entendi... eu também vim meio sem querer.

- Quer um gole? Um trago? Um beijo? – ela ofereceu.

- O quê? – eu escutei bem, mas perguntei só pra confirmar.

Ela riu.

- Brincadeira. Sua cara foi ótima.

Ri também, perguntei se ela morava perto do bar e ela respondeu.

- Moro a três quadras de distância da sua rua. Quer companhia até em casa? Tá tarde e... – ofereci, sem a intenção de cantá-la. Estava realmente preocupado com sua segurança... Um pouco.

- Sei sei. Pode ser, tudo bem. Você não tem cara de maluco e tem o Jim estampado na camisa. Ta certo pra mim. Vou só pagar a conta.

Ao se levantar da mesa ela jogou o cabelo para o lado, e pude perceber que acima da orelha direita havia uma faixa de cabelo rapado, provavelmente na máquina 3. Nunca tinha visto isso em uma garota, mas achei legal.

Fomos andando devagar pela avenida pouco movimentada, falando sobre música. Ela conhecia várias bandas clássicas que eu curto. Contei sobre minha coleção de vinis e seus olhos brilharam...

[CONTINUA]

(Gabriella Avila)

Essa é uma historinha que escrevi ontem de madrugada. Era pra ser só um textinho, mas acabou com 4 páginas.

O que mais me frustra em escrever textos, é não poder ilustrá-los como gostaria, como os imagino na minha cabeça =/
Bom, espero que gostem. Até o fim da semana posto a 2ª parte.
;*

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Ensaio sobre Clube da Luta


Esse é um ensaio final pra disciplina de Comunicação e Cultura do meu curso. Deveríamos escolher um produto cultural e analisá-lo sobre a ótica de algum conceito estudado na aula. Achei que Clube da luta seria ótimo pra falar de sociedade pós moderna. Quem não acharia?

Clube da luta talvez tenha de ser assistido mais vezes, como foi declarado pelos críticos do New York Times após sua estréia no cinema. Um filme de 1999, baseado em uma obra literária homônima, que teve um papel importante no quesito crítica a sociedade. Com elenco recheado de atores renomados como Brad Pitt, Edward Norton e Helena Bonham Carter, que encarnaram muito bem seus personagens difusos. Classificado como gênero de ação e faixa etária mínima de 18 anos para assisti-lo, por conta de suas muitas cenas de luta (que dão nome ao filme), nudez e explosões.

Uma história complicada, com personagens profundos e perturbados cada qual a sua maneira. Jack é um trabalhador comum, que sofre de insônia e no tempo livre gosta de comprar coisas que talvez nem precise. Em busca de tratamento para a falta de sono, começa a freqüentar grupos de apoio a todo tipo de doenças. Freqüentar esses grupos, mesmo sem sofrer de nenhuma doença, estranhamente faz com que ele se sinta melhor. Mas eis que aparece uma mulher misteriosa e com sinais de loucura: Marla Singer. Ela passa a freqüentar os mesmos grupos e isso atrapalha os objetivos de Jack, que se incomoda com sua presença. Na mesma época ele conhece Tyler Durden, um cara que vive sem limites, estabelece as próprias regras e não se importa em seguir os padrões da sociedade em que vive. Após a explosão de seu apartamento, Jack vai viver com Tyler e começa a viver experiências que fogem a sua rotina e o levam ao limite. Juntos eles fundam o Clube da Luta, uma válvula de escape para homens cansados de suas vidas sem ação.

O filme claramente critica a sociedade pós moderna, sociedade essa que após se libertar de todas as amarras das doutrinas anteriores, finalmente começou a sentir uma espécie de liberdade, mas também o peso desse conceito. Critica a cultura de massa que influencia o consumo e dita regras disfarçadas. O personagem Jack representa o cidadão acomodado na zona de conforto. Trabalhador solitário e alheio que começa a sofrer de insônia. Marla Singer é alguém sem objetivos que apenas espera pelo dia da morte, e vai se virando como pode até lá. Já Tyler Durden é um anti-herói incomodado com os rumos que a sociedade tomou e por conta disso ignora tudo que o limite. Ignora o consumismo e materialismo, deixando isso claro na célebre frase “As coisas que você possui acabam possuindo você”. O encontro desses três revela tudo que parece errado no mundo, e mostra que talvez possa ser mudado se algo for feito para incomodar a massa e tirá-la da inércia em que se baseia.

Culturalmente, esse é o pós modernismo do ponto de vista social: pessoas livres para se expressar e viver suas vidas da forma que preferem, mas que talvez precisem de uma orientação para tal, acabando por seguir a massa. Pessoas desenvolvendo doenças como estresse e insônia. Cada vez mais acomodadas e despreocupadas com uma série de valores possivelmente perdidos. Todos esses conceitos estão explícitos no filme, e mesmo os que ficaram implícitos conseguem ser facilmente reconhecidos.

Diante disso a comunicação é uma ferramenta poderosa e perigosa. A comunicação de massa ajuda a orientar todos para o mesmo rumo. A comunicação alternativa, daqueles que se incomodam com a alienação, já pode ter papel diferente: a de chacoalhar as coisas e “acordar” as pessoas. Basta alguém saber domina-la. Tyler Durden sabe muito bem, e convence dezenas de pessoas dos erros que a sociedade comete talvez sem perceber. Ou quem sabe, plenamente consciente.

Gabriella Avila

PS: Não citei o desfecho da história nem as descobertas feitas no filme pra não ser spoiler, e tbm pq não se encaixava no objetivo do texto ;]

"Eu vejo aqui os homens mais fortes e inteligentes. Vejo todo esse potencial desperdiçado. Droga! Uma geração inteira abastecendo carros, servindo mesas. Escravos de colarinho branco. A propaganda põe a gente pra correr atrás de carros e roupas. Trabalhar em empregos que odiamos para comprar merdas que não precisamos. Somos o filho do meio da história. Sem propósito ou lugar. Nós não temos uma Guerra Mundial. Nós não temos uma Grande Depressão. Nossa Guerra é uma guerra espiritual. Nossa Depressão, são nossas vidas. Fomos criados através da tv para acreditar que um dia seriamos milionários, estrelas do cinema ou astros do rock. Mas não seremos. E estamos aos poucos tomando consciência desse fato. E estamos muito, muito putos.

Você não é o seu emprego. Nem quanto ganha ou quanto dinheiro tem no banco. Nem o carro que dirige. Nem o que tem dentro da sua carteira. Nem a porra do uniforme que veste. Você é a merda ambulante do Mundo que faz tudo pra chamar a atenção. Nós não somos especiais. Nós não somos uma beleza única. Nós somos da mesma matéria orgânica podre, como todo mundo."

Tyler Durden

quinta-feira, 26 de maio de 2011

2 vidas em 2 anos

2 anos se passaram quase sem a gente perceber.E foram cartas, palavras e fotos. A descoberta de um sentimento que só fica mais forte. A felicidade de encontrar alguém disposto a ouvir, aconselhar, cuidar e amar. Ai, amar. Eu achei que era difícil. Doloroso e sofrido, como muitos pregam. Mas não, é suave.
E eu sinto isso ao olhar nos seus olhos claros de pertinho. No seu abraço tão seguro. No jeito que você ri entre um beijo e outro. Na nossa cumplicidade e amizade forte. Até no jeito que você ronca e não me deixa dormir (mas tudo bem, já que as vezes eu durmo pesado e babo no seu ombro, então estamos quites ;p). Em todo o relacionamento, que deveria ser um tanto quanto conturbado devido a nossas personalidades tão diferentes, mas que dá certo demais, sem que a gente possa, e nem mesmo queira explicar o porquê.
Em dois anos alguns encantos se perdem, sem querer. As coisas se tornam mais reais, menos fantásticas, sem que isso seja ruim. Estar com você a tanto tempo me faz encarar as coisas com mais clareza, mas mantendo meus sonhos mais possíveis.
Com você eu me sinto montando um quebra-cabeça de peças tortas. Tentando encaixá-las da melhor forma. Mas, acredite, está ficando lindo.

Te amo tanto que nem sei.

Gabriella Avila
para Vasco Rodrigues

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Take me


Eu quero que você invada minha vida, minha casa, meu quarto. Me acorde com um beijo, uma travesseirada carinhosa ou cócegas nos pés. Pesque roupas confortáveis no meu guarda-roupa e assista eu me vestir. Me puxe pela mão e me jogue dentro de um carro, um ônibus ou um metrô. Sente ao meu lado e não diga aonde vamos.

Qualquer lugar. Longe, perto, cheio, vazio. Apenas me leve. Passe o dia encostado em mim, me olhando nos olhos e contando aquelas piadas. Mostre que você está aqui. Sempre esteve e sempre estará. Vamos, não é difícil.

Me leve pra casa depois de um lanche barato. Me espere tomar banho, ou participe dele comigo. Me deite na cama, me cubra com um cobertor macio, ou então de beijos se preferir. Saia do meu quarto para entrar nos meus sonhos. Faça tudo novamente neles. Mas sem que eu tenha que pedir.

(Gabriella Avila)

segunda-feira, 16 de maio de 2011

atmosfera de perda

Fumaça densa e garrafas espalhadas pelo chão. Buracos de cinza no tapete e pequenas queimaduras na pele. Maquiagem borrada, olhos inchados e encharcados. Olhar perdido, sorriso perdido, amor perdido.

Ele esteve ali, tantas vezes. Fazendo-a sorrir com frases bestas, fazendo-a gritar de êxtase. Derrubando suco no tapete, roncando. Incomodando-a com aquela adorável presença.

Aquela música não pode mais tocar. Aquela que tocou em seu celular, levando a mensagem que desmoronou seu pequeno mundo. Toda vez que ela fecha os olhos, lembra. Daquele corpo forte que tantas vezes a carregou e rodopiou, fragilizado. Daquele sorriso que tantas vezes salvou seu dia, fraco. Daquela mão apertando sua mão, lentamente perdendo a força. Os olhos fechados que não abriram mais.

Virou doses e doses. Fumou um cigarro atrás do outro. Ela queria afogar e sufocar aquela sensação de vazio. Diluir aquele nó na garganta. As lágrimas rolavam em silêncio, entre um grito desesperado e outro. E o corpo perdia o equilíbrio. Com a visão não se importava mais, pois as lágrimas já a deixaram turva e embaçada antes do álcool..

Dia 30 de Outubro. Eles fariam 4 anos juntos. Ela vai passar a vida lembrando que ele tentou dizer algo antes de fechar os olhos, mas não conseguiu. Ela quer acreditar que era um último “eu te amo”.

(Gabriella Avila)

terça-feira, 10 de maio de 2011

Voltei, talvez para ficar

Depois de um longo e tenebroso inverno, estou de volta.
Imagino que as pessoas tenham parado de vir ao blog depois que eu passei tanto tempo sem postar nada, então posso estar falando sozinha agora.

Faz um tempo que eu não escrevo nada. Meus surtos criativos não ocorrem mais com tanta frequência. Mas eu senti falta do meu espacinho aqui. Por isso voltei.

Caso alguns ainda queiram contato comigo, mandar um oi, meu novo e-mail é: gabi.avila@live.com
o outro e-mail (gabis338@hotmail.com) teve uma treta com o hotmail e foi bloqueado.
O twitter continua o mesmo: http://www.twitter.com/gabiilela

Amanhã volto a colocar textos. Vou me virar pra escrevê-los. Não posso simplesmente parar com algo que é tão bom pra alma quanto escrever.

E layout reformulado, pq aquele eu já enjoei. O que acharam?

beijos ;*

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Indicação de livro - Trilogia Millennium



Faz tempo que eu não faço uma indicação aqui né? Isso porque eu tava concentrada nessa trilogia maravilhosa *.* Eu poderia ter indicado um por um dos livros, a medida que ia lendo, de tanto que eu curti cada um deles. Mas... melhor tudo na mesma tacada. Provavelmente esse post vai ficar enorme, então senta que la vem história. Juro que vale a pena.


A Trilogia Millennium foi lindamente escrita pelo sueco Stieg Larsson. O livros são:"Os homens que não amavam as mulheres", "A menina que brincava com fogo" e "A rainha do castelo de ar". Larsson infelizmente não está mais entre nós. Ele morreu pouco tempo após entregar a trilogia para a editora, em 2004. Poxa...


Na história, Mikael Blomkvist é um jornalista econômico, mas as vezes ataca no campo investigativo. Diretor da revista Millennium e um conquistador nato (pra não dizer comedor ;x), Mikael é dotado de um talento apurado para investigações e denúncias, principalmente sobre corrupção, coisa que ele não admite e usa sua posição na imprensa para publicá-las.
Outra protagonista é Lisbeth Salander, uma mulher que apesar da aparência frágil de uma adolescente baixinha e anoréxica, é um furacão de personalidade forte, que não leva desaforo pra casa e se defende com garra de tudo que procura atingi-la. Punk, tatuada, meio autista e com um talento nato com computadores. O resultado disso é ser uma das melhores hackers da Suécia.
Os dois se conhecem e decidem unir seus talentos em uma investigação pesada que envolve um desaparecimento e algumas mortes que aconteceram a alguns anos e não foi descoberto o culpado. Mas isso é apenas no primeiro livro. Nos outros, tretas muito maiores acontecem, envolvendo nada mais do que o governo sueco e seus departamentos ocultos, além de um destrinchamento da vida sofrida de Lisbeth Salander, e o esforço de Mikael Blomkvist para ajudá-la.
Agora vamos aos comentários. Nunca tinha ouvido falar desses livros, até ver "Os homens que não amavam as mulheres" numa promoção da Submarino, e me apaixonar pela tatuagem de dragão na capa (da versão econômica). Dei sorte, pois comprei a trilogia toda por menos de 50 reais, não sei se ainda continua esse preço, mas vale a pena dar uma olhada lá ;)
O que aconteceu no entanto é que comecei a ler e não consegui mais parar. Primeiro porque o Mikael é jornalista de uma revista, e o livro passa muita noção de como funciona uma redação. Segundo porque a Lisbeth é a personagem mais fodasticamente inteligente que eu já vi em todos os livros que já li. Aí que tá o diferencial: os personagens são extremamente bem construídos, tendo seus perfis psicológicos toda uma história muito bem traçados. A narrativa é instigante e, mesmo que pareça absurda algumas vezes, mexe fácil com o imaginário. Virou fácil minha coleção preferida. É uma pena que o Stieg Larsson não vá lançar mais nada =/
Se vc mora perto de mim, é responsável, tá curioso mas não quer comprar o livro, eu empresto com o maior prazer. Adoro dividir boa literatura com os amigs ;)
Quanto aos filmes... bem. Só assisti o primeiro e não gostei. É muito fiel ao livro, mas deixa passar muita coisa. E a Lisbeth da versão cinematográfica não é nem um pouco parecida com o que eu imaginei...
hi
beijos e até a próxima sugestão, ou o próximo texto, ou o próximo desabafo, ou sei lá :P
;**

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Lindas cenas clichês


Fim de semana chuvoso. Laura decidiu assistir filmes e comer fondue, sozinha. Nos primeiros sinais de chuva forte a caminho ela já previu o frio e caos nas ruas, e não colocaria o nariz pra fora de casa , salvo alguma emergência, que ela esperava que não fosse o caso.
Desligou o celular para evitar os convites para sair, que sempre vinham das mesmas pessoas, justamente aquelas que pensavam que a vida era uma balada.
Os filmes que passavam na TV transitavam entre romance e comédias românticas. Aqueles com muitos beijos e lindas cenas clichês, sabe?
Largada no sofá, depois de 2 filmes e meio e umas 3 taças de vinho, Laura olhou para a TV e se perguntou: "Será que eu nunca mais vou me apaixonar?"
Aqueles personagens a lembravam de como era boa a sensação de amar. E julgava ter seu coração, ou pelo menos boa parte dele, curado das vezes em que se machucou. Porque o amor é de fato perigoso, mas há algo nele que faz com que você ache que arriscar é uma boa idéia. E, na melhor das hipóteses, quando tudo dá certo, a recompensa é, entre outras coisas, uma companhia para protagonizar suas próprias lindas cenas clichês.
Mas, por hora, Laura estava acompanhada apenas por vinho e chocolate derretido. Deixaria pra procurar o amor no verão, pois a chuva a deixava com certa preguiça. Deixaria as cenas românticas para os filmes. Por enquanto.
(Gabriella Avila)




Oee. Aparecendo uma vez na vida e outra na morte, mas aparecendo e dando satisfações. Se bem que dessa vez não tenho desculpas pela demora em atualizar, mas tenho uma novidade: Fiz outra tatuagem \o/ (já tinha falado sobre a 1ª?). Dessa vez são 3 notinhas musicais atrás da orelha. Bem fofinhas.
Aproveitando que hoje é o #Tattooday, vou por a foto pra vocês verem as 2 tattoos:



Kawaii neh?!
Ah, deixa eu dar uma dica, uma amiga minha, a Ana, fez um blog. Novinho, confere lá: http://anaramosc.blospot.com
Bom, sem mais delongas.
Pretendo voltar em breve, mas nunca se sabe...
Beijo ;**

sábado, 15 de janeiro de 2011

Realidade


O que dizer de uma era onde os nomes são associados a dívidas e números de identificação se misturam as notas fiscais? Uma atualidade onde cada vez mais pessoas estão descrentes com a humanidade, mas continuam vivendo para ver até onde vai tudo isso, ou apostando numa continuação ainda pior ou num fim trágico?
Vivendo com a realidade invadindo todos os pensamentos , como água que entra pelas frestas. O que se vê é cada vez mais fragmentos de realidade em meio aos sonhos. Sonhos sendo adequados a necessidades, e não vontades, como deveria ser.
Toda essa obrigatoriedade de ser alguém que se encaixe e seja bem visto pela sociedade cria uma pressão terrível , que perturba o sono e as idéias, podendo levar algumas pessoas a mudarem seus objetivos pura e simplesmente para se encaixarem da melhor forma possível.
É tão difícil se libertar disso, quando todos querem conforto. Essa promessa de comodidade soa tão bem aos ouvidos. Mas pode custar um tanto quanto caro.
Entretanto, não se preocupe, é um preço que pode ser pago em algumas tantas vezes sem juros, começando a pagar só depois do carnaval.
(Gabriella Avila)
Opa, num é que faz mais de um mês que não venho aqui. Sorry for that. Eu gostaria de estar escrevendo mais nas férias, mas as coisas estão meio agitadas. Sabe, estágio e alguns projetos..
Falando em projeots, preciso mudar o layout do blog, esse já tah ai a tanto tempo... Talvez no próximo post ;) #nopromess
Deixei de desejar Feliz Natal e Feliz Ano Novo, que vacilo. Espero, sinceramente, que todos tenham tido boas festas, e entrado o ano como pé direito. Meu início de ano foi um pouco conturbado, mas agora tá tudo bem ^^
Ganhei novos seguidores, mesmo sem atualizar a tanto tempo.. Obrigada por isso =D
SPOILER: o próximo post será da nossa heroína Laura xD O texto já está pronto, ou seja, não vou deixá-los não mão :P
beijo ;*

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Despertar

O dia nasceu e um filete de luz driblou a cortina para incidir bem na minha cara. Que forma bruta de ser acordado. Escutei um suspiro e só aí lembrei que ela estava ao meu lado. Como pude esquecer aquela doce presença. É assim mesmo, a gente dorme agarrado com alguém, mas a certa altura se desgruda, sem sentir. Mas eu passaria a noite inteira com ela nos braços, tranquilamente. Noites inteiras, por meses, anos.
Lá estava ela, com a respiração forte, visivelmente imersa em um sono profundo. Uma mão repousada no peito e a outra jogada de lado. Mechas escuras do cabelo liso espalhadas pelo rosto.
Suavemente, deslizei os dedos pelo seu corpo semi nu, demorando por sua tatuagem na coxa. Afastei as mechas do rosto e a cicatriz na testa, que ela odiava, apareceu. Pequena, discreta, mas que mesmo assim lhe causava um complexo que parecia irreversível. Mais algumas cicatrizes finas na barriga, causadas pelo mesmo acidente. Pequenos defeitos que não me importavam. Que faziam parte dela.
E a essa altura eu já estava convencido a aceitar tudo o que fizesse parte dela. Não calado, mas consciente. Todos os defeitos, explosões e sensibilidade exacerbada. Todas as marcas do corpo, e as marcas da alma.
Eu sussurrei que a amo, mas acho que ela não ouviu.Mas o fiz porque preciso que ela saiba.Se todas as manhãs fossem assim... Eu não me importaria com raios de sol na cara. Eu sussurraria que a amo todas as vezes. E a despertaria com um beijo na testa. E um beijo nos lábios. E ela sorriria, sem abrir os olhos, como está fazendo agora. E diria, como está dizendo agora:
“Eu ouvi. Eu sei. Eu também te amo.”


(Gabriella Avila)



Inspirações momentâneas surgem sem muita explicação. Mas só de imaginar essa cena já me derreto. É tão bom acordar ao lado de quem se ama. Ser acordada com um sussurro e um beijo *.*

Tenho uma novidade pessoal: estou trabalhando \o/ Ajudando a montar uma revista online voltada para o público da área de desenho, design, animação e etc... Tomara que dê certo, ta sendo tudo muito bem pensado e desenvolvido por mim e uma equipe super legal. Assim que sair a primeira edição, posto aqui ;)

E quinta feira foi meu aniversário \O/ Dezoitãoooo rapaiz! shuahsuas Teve festa surpresa e tudo =D Adoreei MUITO, até chorei ;p Não tive tempo de postar nada sobre meu aniversário, como fiz ano passado =/ Tá a maior correria, principalmente agora com o a lance do trampo e a escolinha do Detran que eu já to fazendo, e me toma a tarde inteira.

To cansada, com olheiras feias e etc, mas msm assim tive que escrever hj, pq a inspiração tem sido rara, e quando ela aparece preciso aproveitar.

beeijo;* e, mesmo que as postagens demorem, não me abandonem ;p

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Akai Ito

No Japão há uma lenda que diz que, quando uma pessoa é destina a outra, ambas estão ligadas por uma linha vermelha, amarrada em seus dedos mindinhos e invisível aos olhos. Na China a lenda é a mesma, com um diferencial da linha ser na verdade uma corda, também vermelha, por sua vez amarrada nas canelas.
Dizem que os orientais, por serem muito ligados às tradições seculares, acreditam mais em lendas desse tipo, que além de tudo sempre são acompanhadas por belas histórias. Mas eu acredito que isso não se restringe aos orintais. Na verdade o ser humano, ou pelo menos parte considerável da raça, precisa de algo que o mantenha acreditando no melhor, mesmo quando as coisas parecem difíceis.
Ainda que não haja cordas e linhas, destinos, ou até mesmo almas gêmeas, uma coisa é certa: não gostamos de ficar sozinhos. Queremos sempre acreditar, e não somente acreditar mas ter certeza de que somos amados. Que temos, ou teremos alguém ao nosso lado que nos complete, entenda nossos defeitos e saiba admirar nossas qualidades e nossa personalidade.
Acreditar que o amor acontece. Ainda que demore, acontece.
(Gabriella Avila)

Antes de tudo, desculpem a demora pra postar... é que eu estava meio sem tempo e sem inspiração. Vou tentar escrever mais, mas não prometo. Sem pressão xD

To assistindo um dorama agora, que o nome eh Akai Ito, que significa literalmente 'linha vermelha', por isso escrevi esse 'texto'. Pra quem não conhece, doramas são novelas japonesas, que são quase como mini-séries, geralmente com 11 ou 12 episódios, podendo variar.

Essa história de Akai Ito me chama atenção, não sei bem porque. Gosto dela ^^

Agora um recado pra Elen, leitora assídua do blog: Me manda um e-mail (pra eu saber o seu) com alguma dúvida que vc por acaso tenha sobre o curso que eu te respondo falando tudo sobre meu curso de jornalismo e etc ok? ^^ O meu eh gabis338@hotmail.com

PS: serve pra todo mundo que queira perguntar algo, sugerir temas pra textos ou só conversar mesmo xDD

Agora um lembrete super importante: quinta que vem é meu aniversário shuahsua

beeijos;*



segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Carta de um amor platônico


Não me lembro exatamente de como as coisas começaram a acontecer... De como passei do ‘Eu gosto de você’ para o ‘Eu te adoro’, seguido do ‘Eu te amo’. Só sei que por sua causa, passei a acreditar em destino e sorte. E desde então muita coisa mudou em mim.
Pois vivo com o coração em pedaços, mas ele se reconstrói quando você sorri, e eu fico imaginando o dia em que esse sorriso será meu. O dia em que poderei olhar em seus olhos de mais perto, bem mais perto. O dia em que serei, não dono, mas guardião do seu coração.
Tenho feito promessas e apostado alto nos meus desejos. Tenho pensado mais, refletido mais, sonhado mais. As vezes o tamanho desse sentimento me assusta, as vezes me impressiona o fato de poder existir algo tão grande em um simples homem. Que me parece simples demais pra você e todos os seus anseios.
A cada dia tento te entender. E fazer parte da sua vida de algum jeito. E leio seus gestos porque eles me agradam. Até os mais incomuns inexplicavelmente me agradam. É isso, você é inexplicável.
E quando já estou desesperado, achando essa coisa de amor complexa demais, você aperta os olhos e sorri de um jeito tão doce que eu me lembro que nada mais importa, ninguém mais importa, além de você e sua suavidade.
E que talvez as coisas só façam sentido quando você finalmente estiver ao meu lado.
Ou percam o sentido de vez.

(Gabriella Avila)

Você já conseguiu ler o coração de uma pessoa? Eu já.

PS: em breve falo sobre o livro da Laura

;**

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Novidade \o/

Hoje tenho uma novidade para contar aos leitores assíduos do blog, e que em sua maioria, senão todos, gostam da minha personagem Laura: as histórias dela vão se tornar um pequeno livro \o/

Assim, não vai ser publicado nem nada, mas tenho um trabalho de Editoração Eletrônica no qual devo diagramar um livro. Qualquer livro, de autoria própria ou que já exista, tema livre. E eu escolhi escrever sobre a Laura porque geralmente as pessoas que conhecem as histórias dela comentam que ela daria um bom livro. E também porque ela é muito legal, com seu jeito misterioso.

Para o trabalho são necessárias cerca de 30 páginas. Mas eu posso me empolgar e acabar fazendo mais, né? ^^

Sei que estou entrando numa roubada, porque já tenho muitos trabalhos para a faculdade, maaas Laura merece um pouco mais da minha atenção. Não tem como explicar minha relação com ela, mas é algo forte xD

Dependendo do desenrolar dessa história, posso publicá-la por aqui, ou fazer uma versão impressa como presente de Natal para alguns dos leitores legais do Teen Spiritx, o que vcs acham?

Na verdade acabo de ter essa ideia e espero não me arrepender shuahs ;p

Espero que tenham gostado da novidade ;)

Beeijo ;*

domingo, 24 de outubro de 2010

Lágrimas


Frear lágrimas é algo muito difícil. Geralmente elas vêm numa velocidade incrível, e mesmo que você puxe o freio de mão rapidamente, elas ainda derrapam até a beira dos olhos. E dos olhos pra frente é como se fosse um abismo perigoso. E as lágrimas estão na ponta, leves e vulneráveis. Qualquer brisa pode derrubá-las.
Uma vez que elas caem, é impossível voltar atrás.
E às vezes com os olhos embaçados, você consegue ver o que não conseguia mesmo com a visão clara e perfeita. Coisas que sempre aconteceram, mas você as ignorava por estar envolvido demais.
(Gabriella Avila)
Texto improvisado, e meio sem final, escrito porque sei lá..
Essa sensação de frear lágrimas, engolir-las é horrível. Não se sabe o que fazer com elas na maioria das vezes...
;**

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Unhas vermelhas


Minha mãe costumava me dizer para tomar cuidado com mulheres com as unhas pintadas de vermelho.
Quando a conheci, logo notei suas unhas pintadas de vermelho sangue. Muito sedutora eu diria. Sutilmente provocante até.
Mas agora, depois de tanto tempo, ela estava ali, segurando meu braço com força, quase cravando aquelas perigosas unhas vermelhas em minha pele - o que me faz pensar por um breve momento que talvez minha mãe estivesse certa. Me olhando com aqueles olhos encantadores, mas cheios de lágrimas. Insegura. Dizendo aos gritos que não queria me perder. E eu só conseguia pensar naquelas unhas. Lembrando de como ela ficava linda pintando-as, sentada na cama, concentrada com fones no ouvido possivelmente tocando Artic Monkeys. Eu a chamava uma, duas vezes, e quando ela percebia dava um sorriso e dizia que terminaria logo.
Minha doce garota. Sempre tão sorridente. Mas sempre observadora, até demais eu diria. Preocupada demais com a nossa relação. Possesiva. A ponto de eu não poder agüentar mais. Eu a amava. E amo. Mas não conseguia viver sob aquele olhar constantemente investigativo.
Não consigo dizer a ela o que sinto. Me parte o coração vê-la implorando por uma segunda chance. Mas não posso dar essa chance. Não quero.
Ela solta meu braço. Começa a roer as unhas. De acordo com seu manual, que demorei bastante a interpretar, isso é sinal de tristeza. Soando mais como decepção. E decepcionando minha garota, sei que perdi seu sorriso para sempre.
Frágil. Como queria poder abraçá-la e dizer que tudo vai ficar bem. Mas novamente não posso, porque sei que não vai. Vendo-a daquele jeito, vulnerável, finalmente percebo que não há nada de perigoso, portanto minha mãe estava errada. Ela é inofensiva, apesar de seu breve descontrole momentâneo.
Ironicamente, ela esqueceu um de seus vidrinhos de esmalte no meu quarto. Vermelho cereja.Algo me diz que vou demorar a esquecer essa garota e seu jeito provocante e sorridente. E sei que é exatamente isso que ela quer.


(Gabriella Avila)

Eu adoro unhas vermelhas. Acho até que algumas mulheres ficam mais confiantes quando pintam as unhas dessa cor. Eu tinha um professor de filosofia que tinha aversão a esmalte vermelho. Vai entender neh...
Eu nem sei bem porque escrevi esse texto. Mas gostei dele.
Pra variar um pouco, o eu lírico eh masculino =]

That´s all folks
;**

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Dentro de mim


Dentro de mim há pensamentos demais, o que torna tudo meio apertado, mas tenho tentado dar uma arrumada nessas ideias para que cada uma fique na sua gaveta. Há também sentimentos demais, mas de forma alguma vou expulsá-los, deixo que circulem à vontade pelo meu corpo. Dentro de mim as estações são bem definidas: verão é verão, inverno é inverno. Toca música aqui dentro quase o tempo todo, e há uma satisfação secreta que precisa se manter secreta para não passar por boba.
Há crianças e adultos dentro de mim, todos da mesma idade. Aqui dentro existe uma praia e uma montanha coladas uma na outra, parece até Rio de Janeiro, só que os tiroteios são raros.(...) Dentro de mim estão muitas lágrimas que não foram choradas pra fora e muitos sorrisos que, de tão íntimos, também guardei. Dentro de mim, às vezes, são produzidas algumas cenas sofisticadas e roteiros de filme B. Como não gostar de viver aqui dentro?E você, tem sido um bom hospedeiro de si mesmo?
(Martha Medeiros)
Hoje resolvi postar um texto que me identifico bastante. Não é novidade que eu sou fã da Martha Medeiros. Ela escreve cada coisa que me deixa pensando por dias...
Bom, é isso xD
To escrevendo a continuação daquele último texto da aula, acho que sai no fds ;]
;**
PS: sim, sou eu na foto xD

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Ás vezes...


Ás vezes preciso de luz, ás vezes sombra ou completa escuridão. Preciso gritar, ouvir e cantar músicas, mas ás vezes me cobrir de silêncio. Algumas vezes não me importo, mas geralmente preciso me explicar. Não consigo ocultar sentimentos, nem guardar muito bem os meus segredos.
Ás vezes quero mergulhar no desconhecido, mas sei que uma hora ou outra vou precisar de algo familiar que me transmita segurança.
Há uma linha tênue entre o que quero ser e o que de fato sou e, apesar de tão simples, sinto certas dificuldades em atravessá-la.
Ter conhecimento sobre os meus sentimentos e sensações não quer dizer necessariamente que eu me entenda.
Mas vai chegar o dia em que verei mais sentido em me jogar na maré de idéias do que realmente compreendê-las. E vou parar de questionar, e apenas viver. Mas até lá, vou me perguntar todo dia: Quem eu sou?
(Gabriella Avila)




segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Mundo particular de Laura


Laura acordou e levou apenas 1 minuto para perceber que estava sensível, o tipo de estado em que ela observa mais as coisas e chora mais fácil. Mas ela não estava disposta a chorar naquele dia. Nenhum motivo especial, apenas porque chorar pode ser um pouco cansativo, um cansaço desnecessário quando não há uma boa razão.
Passou os olhos pelo quarto, seu refúgio. Seu mundo dentro daquelas 4 paredes. Lá estavam todas as pessoas que ela mais gostava, com seus melhores sorrisos e expressões, registradas através de fotos cuidadosamente espalhadas. E seus pensamentos e desenhos tortos rabiscados à lápis no canto de uma das paredes. E o violão encostado que, apesar de ela ter esquecido todas as notas que aprendera, lembrava que ela adorava músicas acústicas. E o tapete no qual ela rolara com amigas. E a cama na qual ela rolara com amores...
E tantos outros detalhes de sua vida, personalidade e história.
Faltava um espelho. Todos que a visitavam faziam a mesma pergunta: “Por que você não tem um espelho no quarto?”, na qual a resposta também vinha em forma de pergunta: “Você já pensou que o espelho mostra você mesmo quando você não quer ver? Isso pode ser irritante as vezes.”
Aquele lugar era seu mundo e ela o amava. Mas estranhamente tinha a sensação que tudo estava normal demais. Talvez fosse hora de conhecer outros mundos individuais.
Geralmente quando se sentia assim, pegava sua câmera e ia fotografar pela cidade. Mas ela já a fotografou de todos os ângulos possíveis e todos seus rostos mais originais.
Daí ela soube, sim
plesmente soube, que a resposta não estava na câmera, mas na mala...
(Gabriella Avila)

Laura again. Sabe quando vc sente essa inquietação? De que as coisas não estão como vc queria e precisam de uma mudada estratégica? Sinto bastante isso, e a Laura tbm. Mas ela tem mais recursos e possibilidades do que eu...
Quero mandar um beijo pros leitores que eu sei que me acompanham por causa dos comentários: Elen e Augusto. Obrigada gente xD
Se tiver mais alguém que lê os textos, comentem, pra eu poder saber ^^
;**

PS: A inspiração pra esse texto veio da música Hometown Glory, de uma cantora inglesa chamada Adele. É linda e eu recomendo a vc que gosta de melodias leves e vozes bonitas ;]

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A humanidade e seus traumas

A humanidade sempre foi mestre em superestimar sua existência e importância. Cheia de pequenos e grandes vícios, um deles é responsabilizar as gerações anteriores por seus erros e subestimá-las por seus atos.
Acusa-se o povo da Idade Média por deixar-se alienar pela religião e o das Revoluções industriais por alienarem-se pelo trabalho...
E agora, depois de tantos séculos, ainda não perdemos essa mania de alienação. Nos fazemos de vítimas, nos acomodamos e nos alienamos pela preguiça, por falta de qualquer outra coisa mais importante.
Carregando no bolso diversas desculpas por sermos assim. Sem a mínima vergonha ou culpa por sermos escravizados pelo dinheiro e vaidade. E criando cada vez mais mecanismos que façam a vida parecer ainda mais fácil e escondam nossos problemas.
Afinal, não queremos passar por nenhuma privação que nossos ancestrais passaram se podemos evitar isso, não é mesmo? Enquanto estamos confortáveis, as conseqüências pouco importam, principalmente se existe a possibilidade que elas só chegarem para a próxima geração.

(Gabriella Avila)


A humanidade pode mesmo ser irritante neh?! Nós somos muito frescos. Ou ficamos frescos ao longo do tempo? Não sei, não sei...
Bom, sem promessas de 'essa semana eu posto' pq as vezes eh foda ;p
Espero que entendam e não abandonem o blog xD
Sempre comunico as atualizações no meu twitter, então sigam de quiserem: http://www.twitter.com/gabiilela


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