segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Carta de um amor platônico


Não me lembro exatamente de como as coisas começaram a acontecer... De como passei do ‘Eu gosto de você’ para o ‘Eu te adoro’, seguido do ‘Eu te amo’. Só sei que por sua causa, passei a acreditar em destino e sorte. E desde então muita coisa mudou em mim.
Pois vivo com o coração em pedaços, mas ele se reconstrói quando você sorri, e eu fico imaginando o dia em que esse sorriso será meu. O dia em que poderei olhar em seus olhos de mais perto, bem mais perto. O dia em que serei, não dono, mas guardião do seu coração.
Tenho feito promessas e apostado alto nos meus desejos. Tenho pensado mais, refletido mais, sonhado mais. As vezes o tamanho desse sentimento me assusta, as vezes me impressiona o fato de poder existir algo tão grande em um simples homem. Que me parece simples demais pra você e todos os seus anseios.
A cada dia tento te entender. E fazer parte da sua vida de algum jeito. E leio seus gestos porque eles me agradam. Até os mais incomuns inexplicavelmente me agradam. É isso, você é inexplicável.
E quando já estou desesperado, achando essa coisa de amor complexa demais, você aperta os olhos e sorri de um jeito tão doce que eu me lembro que nada mais importa, ninguém mais importa, além de você e sua suavidade.
E que talvez as coisas só façam sentido quando você finalmente estiver ao meu lado.
Ou percam o sentido de vez.

(Gabriella Avila)

Você já conseguiu ler o coração de uma pessoa? Eu já.

PS: em breve falo sobre o livro da Laura

;**

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Novidade \o/

Hoje tenho uma novidade para contar aos leitores assíduos do blog, e que em sua maioria, senão todos, gostam da minha personagem Laura: as histórias dela vão se tornar um pequeno livro \o/

Assim, não vai ser publicado nem nada, mas tenho um trabalho de Editoração Eletrônica no qual devo diagramar um livro. Qualquer livro, de autoria própria ou que já exista, tema livre. E eu escolhi escrever sobre a Laura porque geralmente as pessoas que conhecem as histórias dela comentam que ela daria um bom livro. E também porque ela é muito legal, com seu jeito misterioso.

Para o trabalho são necessárias cerca de 30 páginas. Mas eu posso me empolgar e acabar fazendo mais, né? ^^

Sei que estou entrando numa roubada, porque já tenho muitos trabalhos para a faculdade, maaas Laura merece um pouco mais da minha atenção. Não tem como explicar minha relação com ela, mas é algo forte xD

Dependendo do desenrolar dessa história, posso publicá-la por aqui, ou fazer uma versão impressa como presente de Natal para alguns dos leitores legais do Teen Spiritx, o que vcs acham?

Na verdade acabo de ter essa ideia e espero não me arrepender shuahs ;p

Espero que tenham gostado da novidade ;)

Beeijo ;*

domingo, 24 de outubro de 2010

Lágrimas


Frear lágrimas é algo muito difícil. Geralmente elas vêm numa velocidade incrível, e mesmo que você puxe o freio de mão rapidamente, elas ainda derrapam até a beira dos olhos. E dos olhos pra frente é como se fosse um abismo perigoso. E as lágrimas estão na ponta, leves e vulneráveis. Qualquer brisa pode derrubá-las.
Uma vez que elas caem, é impossível voltar atrás.
E às vezes com os olhos embaçados, você consegue ver o que não conseguia mesmo com a visão clara e perfeita. Coisas que sempre aconteceram, mas você as ignorava por estar envolvido demais.
(Gabriella Avila)
Texto improvisado, e meio sem final, escrito porque sei lá..
Essa sensação de frear lágrimas, engolir-las é horrível. Não se sabe o que fazer com elas na maioria das vezes...
;**

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Unhas vermelhas


Minha mãe costumava me dizer para tomar cuidado com mulheres com as unhas pintadas de vermelho.
Quando a conheci, logo notei suas unhas pintadas de vermelho sangue. Muito sedutora eu diria. Sutilmente provocante até.
Mas agora, depois de tanto tempo, ela estava ali, segurando meu braço com força, quase cravando aquelas perigosas unhas vermelhas em minha pele - o que me faz pensar por um breve momento que talvez minha mãe estivesse certa. Me olhando com aqueles olhos encantadores, mas cheios de lágrimas. Insegura. Dizendo aos gritos que não queria me perder. E eu só conseguia pensar naquelas unhas. Lembrando de como ela ficava linda pintando-as, sentada na cama, concentrada com fones no ouvido possivelmente tocando Artic Monkeys. Eu a chamava uma, duas vezes, e quando ela percebia dava um sorriso e dizia que terminaria logo.
Minha doce garota. Sempre tão sorridente. Mas sempre observadora, até demais eu diria. Preocupada demais com a nossa relação. Possesiva. A ponto de eu não poder agüentar mais. Eu a amava. E amo. Mas não conseguia viver sob aquele olhar constantemente investigativo.
Não consigo dizer a ela o que sinto. Me parte o coração vê-la implorando por uma segunda chance. Mas não posso dar essa chance. Não quero.
Ela solta meu braço. Começa a roer as unhas. De acordo com seu manual, que demorei bastante a interpretar, isso é sinal de tristeza. Soando mais como decepção. E decepcionando minha garota, sei que perdi seu sorriso para sempre.
Frágil. Como queria poder abraçá-la e dizer que tudo vai ficar bem. Mas novamente não posso, porque sei que não vai. Vendo-a daquele jeito, vulnerável, finalmente percebo que não há nada de perigoso, portanto minha mãe estava errada. Ela é inofensiva, apesar de seu breve descontrole momentâneo.
Ironicamente, ela esqueceu um de seus vidrinhos de esmalte no meu quarto. Vermelho cereja.Algo me diz que vou demorar a esquecer essa garota e seu jeito provocante e sorridente. E sei que é exatamente isso que ela quer.


(Gabriella Avila)

Eu adoro unhas vermelhas. Acho até que algumas mulheres ficam mais confiantes quando pintam as unhas dessa cor. Eu tinha um professor de filosofia que tinha aversão a esmalte vermelho. Vai entender neh...
Eu nem sei bem porque escrevi esse texto. Mas gostei dele.
Pra variar um pouco, o eu lírico eh masculino =]

That´s all folks
;**

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Dentro de mim


Dentro de mim há pensamentos demais, o que torna tudo meio apertado, mas tenho tentado dar uma arrumada nessas ideias para que cada uma fique na sua gaveta. Há também sentimentos demais, mas de forma alguma vou expulsá-los, deixo que circulem à vontade pelo meu corpo. Dentro de mim as estações são bem definidas: verão é verão, inverno é inverno. Toca música aqui dentro quase o tempo todo, e há uma satisfação secreta que precisa se manter secreta para não passar por boba.
Há crianças e adultos dentro de mim, todos da mesma idade. Aqui dentro existe uma praia e uma montanha coladas uma na outra, parece até Rio de Janeiro, só que os tiroteios são raros.(...) Dentro de mim estão muitas lágrimas que não foram choradas pra fora e muitos sorrisos que, de tão íntimos, também guardei. Dentro de mim, às vezes, são produzidas algumas cenas sofisticadas e roteiros de filme B. Como não gostar de viver aqui dentro?E você, tem sido um bom hospedeiro de si mesmo?
(Martha Medeiros)
Hoje resolvi postar um texto que me identifico bastante. Não é novidade que eu sou fã da Martha Medeiros. Ela escreve cada coisa que me deixa pensando por dias...
Bom, é isso xD
To escrevendo a continuação daquele último texto da aula, acho que sai no fds ;]
;**
PS: sim, sou eu na foto xD

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Ás vezes...


Ás vezes preciso de luz, ás vezes sombra ou completa escuridão. Preciso gritar, ouvir e cantar músicas, mas ás vezes me cobrir de silêncio. Algumas vezes não me importo, mas geralmente preciso me explicar. Não consigo ocultar sentimentos, nem guardar muito bem os meus segredos.
Ás vezes quero mergulhar no desconhecido, mas sei que uma hora ou outra vou precisar de algo familiar que me transmita segurança.
Há uma linha tênue entre o que quero ser e o que de fato sou e, apesar de tão simples, sinto certas dificuldades em atravessá-la.
Ter conhecimento sobre os meus sentimentos e sensações não quer dizer necessariamente que eu me entenda.
Mas vai chegar o dia em que verei mais sentido em me jogar na maré de idéias do que realmente compreendê-las. E vou parar de questionar, e apenas viver. Mas até lá, vou me perguntar todo dia: Quem eu sou?
(Gabriella Avila)




segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Mundo particular de Laura


Laura acordou e levou apenas 1 minuto para perceber que estava sensível, o tipo de estado em que ela observa mais as coisas e chora mais fácil. Mas ela não estava disposta a chorar naquele dia. Nenhum motivo especial, apenas porque chorar pode ser um pouco cansativo, um cansaço desnecessário quando não há uma boa razão.
Passou os olhos pelo quarto, seu refúgio. Seu mundo dentro daquelas 4 paredes. Lá estavam todas as pessoas que ela mais gostava, com seus melhores sorrisos e expressões, registradas através de fotos cuidadosamente espalhadas. E seus pensamentos e desenhos tortos rabiscados à lápis no canto de uma das paredes. E o violão encostado que, apesar de ela ter esquecido todas as notas que aprendera, lembrava que ela adorava músicas acústicas. E o tapete no qual ela rolara com amigas. E a cama na qual ela rolara com amores...
E tantos outros detalhes de sua vida, personalidade e história.
Faltava um espelho. Todos que a visitavam faziam a mesma pergunta: “Por que você não tem um espelho no quarto?”, na qual a resposta também vinha em forma de pergunta: “Você já pensou que o espelho mostra você mesmo quando você não quer ver? Isso pode ser irritante as vezes.”
Aquele lugar era seu mundo e ela o amava. Mas estranhamente tinha a sensação que tudo estava normal demais. Talvez fosse hora de conhecer outros mundos individuais.
Geralmente quando se sentia assim, pegava sua câmera e ia fotografar pela cidade. Mas ela já a fotografou de todos os ângulos possíveis e todos seus rostos mais originais.
Daí ela soube, sim
plesmente soube, que a resposta não estava na câmera, mas na mala...
(Gabriella Avila)

Laura again. Sabe quando vc sente essa inquietação? De que as coisas não estão como vc queria e precisam de uma mudada estratégica? Sinto bastante isso, e a Laura tbm. Mas ela tem mais recursos e possibilidades do que eu...
Quero mandar um beijo pros leitores que eu sei que me acompanham por causa dos comentários: Elen e Augusto. Obrigada gente xD
Se tiver mais alguém que lê os textos, comentem, pra eu poder saber ^^
;**

PS: A inspiração pra esse texto veio da música Hometown Glory, de uma cantora inglesa chamada Adele. É linda e eu recomendo a vc que gosta de melodias leves e vozes bonitas ;]