sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A humanidade e seus traumas

A humanidade sempre foi mestre em superestimar sua existência e importância. Cheia de pequenos e grandes vícios, um deles é responsabilizar as gerações anteriores por seus erros e subestimá-las por seus atos.
Acusa-se o povo da Idade Média por deixar-se alienar pela religião e o das Revoluções industriais por alienarem-se pelo trabalho...
E agora, depois de tantos séculos, ainda não perdemos essa mania de alienação. Nos fazemos de vítimas, nos acomodamos e nos alienamos pela preguiça, por falta de qualquer outra coisa mais importante.
Carregando no bolso diversas desculpas por sermos assim. Sem a mínima vergonha ou culpa por sermos escravizados pelo dinheiro e vaidade. E criando cada vez mais mecanismos que façam a vida parecer ainda mais fácil e escondam nossos problemas.
Afinal, não queremos passar por nenhuma privação que nossos ancestrais passaram se podemos evitar isso, não é mesmo? Enquanto estamos confortáveis, as conseqüências pouco importam, principalmente se existe a possibilidade que elas só chegarem para a próxima geração.

(Gabriella Avila)


A humanidade pode mesmo ser irritante neh?! Nós somos muito frescos. Ou ficamos frescos ao longo do tempo? Não sei, não sei...
Bom, sem promessas de 'essa semana eu posto' pq as vezes eh foda ;p
Espero que entendam e não abandonem o blog xD
Sempre comunico as atualizações no meu twitter, então sigam de quiserem: http://www.twitter.com/gabiilela


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domingo, 29 de agosto de 2010

Bola de cristal



Desde criancinha me via pequena num mundo que julgava enorme. Fui crescendo e desenvolvendo coragem e uma vontade absurda de criar asas e sair por aí, sem dar satisfações dos meus atos, justificando-os apenas para mim mesma, praticando o que me fizesse sentir feliz. Planejando tudo que aconteceria em minha vida e associando tudo isso a felicidade. E acreditava ter toda a maturidade para lidar com o que quer que acontecesse.
Até de fato sair voando. Voando até chegar a uma certa altura em que as coisas não pareciam mais certas como sempre pareceram. Bater de frente com algo sólido, mas transparente que nunca pensei existir: minhas limitações. Alguns planos não deram certo, alguns atos tiveram conseqüências... Nesse momento senti que passei a vida toda vivendo em uma bola de cristal, e ao constatar isso, percebi que suas nobres paredes estavam rachando. Não agüentaram o peso da responsabilidade e realidade que caíram sobre elas.
Os cacos me cortam. Não dói, mas incomoda bastante. Se aquele mundo de antes me parecia enorme, imagine esse de agora... É infinitamente maior. Não me sinto apenas pequena, mas invisível. E de todas as sensações que já passaram por mim agora, a pior delas e a mais constante é o medo. Medo de jamais conseguir deixar de ser invisível.
Vou procurar me lembrar de como é ter coragem e desejo de liberdade. E da próxima vez que planejar sair por aí de novo, terei certeza de que não há nada em volta para desmoronar.


Gabriella Avila


Humm... não sei se estou mesmo de volta. Mas espero que sim. Apesar de amar escrever, as vezes é difícil. Andei passando por uma bipolaridade irritante nesse ultimo mês, foi foda escrever algo que soasse bem sem parecer depressivo ou chato.

Diferente de alguns textos anteriores, esse é real. Todos os sentimentos contidos neles são reais. Mas não consigo mais me expressar sobre isso, então, never mind.

To planejando algumas mudanças na rotina agora, provavelmente essa semana sai mais um post. Pode ser sobre a Laura, quem sabe?!

Obrigada a quem continuou entrando no blog e pedindo postagens ^^

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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Pequeno desabafo

Ontem eu estava preocupada, me perguntando onde está minha inspiração... Até pensei que talvez eu estivesse cansada do mesmo discurso otimista e palavras doces de sempre, e talvez precisasse tentar algo mais agressivo e real. E até tentei, até finalmente perceber que não tem como, pelo menos não agora.
Apesar de me sentir desenvolvendo um bom senso crítico dia a dia, minha capacidade de argumentação é falha. Infelizmente sempre foi. Bad, bad...
E apesar de tudo, eu gosto de palavras que soam bonito. Expressões que marcam, coisas assim..
Me sinto muito feliz em ter conseguido transformar raiva e amor em palavras. Personificar sentimentos. Inventar passados e futuros... e ganhado muitos elogios por todas essas 'obras'.
Além claro de conseguir contruir uma história, de certa forma uma vida, pras garotas que vivem em mim. Uma que carrega as minhas inseguranças, e outra que carrega meus desejos (caso ngm tenha percebido, acabo de revelar de onde surgiram Yuki e Laura ;p)

Enfim, não vou me pressionar pra escrever, senão acaba saindo algo ruim. Naturalidade acaba sendo sinonimo de qualidade, então eu volto, assim que conseguir trazer beleza de volta aos meus pensamentos e sonhos escritos xD

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domingo, 18 de julho de 2010

Prepotência do amor


O grande problema de muitas pessoas apaixonadas está na forma como elas impõe seus sentimentos para o outro. Isso é facilmente notável quando o relacionamento acaba. “Ninguém te amará da forma como eu te amo”, “Ninguém é capaz de fazer as coisas que eu sou capaz de fazer por você.” É mesmo? E quem pode garantir isso? Você não conhece todas as pessoas do mundo, tampouco é capaz de medir a capacidade delas de amar.
Porque o amor na verdade é uma surpresa. Acontece por acaso. Nos faz conhecer o melhor lado de uma pessoa (e as vezes o pior). Pode estar próximo ou distante, ser certo ou confuso. Pode ser forte e concreto, ou insuficiente diante das necessidades do outro. Vai saber...
O amor é um mistério, uma loucura. Que chega e desequilibra tudo que você achava estar sob controle. É algo que nos mostra também que somos ótimos idiotas (de uma forma até boa), fazendo besteiras e achando isso a coisa mais normal do mundo, pois pra tudo isso bota-se a culpa nele.
Se quer uma boa dica, não imponha seu amor a ninguém. Ofereça-o apenas. Há mil formas de errar ao amar alguém, mas outras mil e uma de acertar.



(Gabriella Avila)



Opa, olha quem voltou.

Po, depois que peguei meu 'part-time job' de babá de volta, a semana anda cheia de coisas. E claro que como as férias estão acabando, sempre arrumo coisas novas. Saídas com amigos diferentes, programas de última hora, essas coisas.
Confesso também que andei meio sem inspiração. Tenho alguns textos pela metade no PC, mas pouquíssimas idéias para terminá-los.
De qualquer forma, estamos ai num clima romântico raivoso ;p Esse negócio de imposição amorosa é algo que eu já vivi e não é legal... Apesar do amor ter um quê de bagunça, é necessário ser cuidadoso com ele, pois envolve outras pessoas e seus sentimentos. Não dá pra ser egoísta nesse sentido, né?!



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quarta-feira, 7 de julho de 2010

Yuki e Laura


Já no corredor Yuki se sentia confortável. Era sempre bom visitar a amiga, apesar de fazer isso com pouca freqüência. Passos apressados para chegar logo. Parou em frente à porta com um Ying Yang desenhado e tocou a campainha, ansiosa. Cerca de 1 minuto depois, a porta se abriu e lá estava ela, com aquele típico ar despreocupado.
- Yuki-chan – disse ela, sorrindo.
- Ahh Lauraa – e se jogou nos braços da garota, num abraço apertado e visivelmente desesperado. – Eu estou tão perdida...
- Entra aí vai. Senta, relaxa e despeja a história toda enquanto eu termino o jantar.
Yuki se jogou no puff vermelho. O pequeno apartamento de Laura era muito aconchegante, com belas fotos em preto e branco penduradas na parede, um grande tapete felpudo com muitas almofadas espalhadas e cortinas delicadamente bordadas. Ela se sentia muito à vontade ali e até invejava Laura por ter um espaço só seu, decorado e mantido à sua maneira.
Ela disparou a falar enquanto um cheiro delicioso vinha da cozinha.
Laura voltou trazendo um copo com groselha, pois sabia que era a bebida preferida de Yuki.
- Então quer dizer que você desistiu de seu relacionamento tranqüilo com o Luck pra viver emoções e incertezas com o Ian?
- Sim. Mas as vezes sinto falta do Luck, as vezes me sinto outra pessoa com o Ian. É tudo tão confuso.
- Falando sério. O que você sente por eles?
- Eu os amo, Laura. Amo os dois.
- E ainda assim está em dúvida quanto ao que fazer?
- É... é isso.
Laura se aproximou de Yuki, olhou bem em seus olhos e disse:
- Sinto em te dizer, mas isso não é amor. Quando é amor de verdade não há dúvidas. Seu coração não pode ser ocupado da mesma forma por duas pessoas, meu bem.
Diante da constatação de Laura, Yuki pressionou os lábios, ameaçando chorar, mas respirou fundo e não conseguiu mais encarar a amiga. Sabia que ela estava certa. Sabia que teria de abrir mão de um dos dois, antes que enlouquecesse, ou os perdesse de uma vez.
- Não comece a chorar, você sabe que não sei consolar as pessoas. Vem comer e esquece um pouco isso por enquanto.
Laura serviu o jantar e Yuki comeu em silêncio, pensativa e visivelmente distraída. ‘Talvez eu tenha sido realista demais. Mas é melhor assim’, pensou Laura.
Ela sabia do que estava falando. Já esteve nessa situação. Mas na época não havia ninguém para lhe dizer nada disso. Não a tempo de salvar alguma coisa...


Surpresa pra quem gosta da Yuki e também da Laura. As duas na verdade são grandes amigas xD E agora tenho que arranjar uma forma de continuar a história, mas vai demorar um pouco.
Quero voltar a escrever mais textinhos isolados, então pensarei no futuro das duas mais pra frente ;]

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domingo, 4 de julho de 2010

Yuki (parte 2)


Yuki estava sentada na grama, tentando se concentrar no livro que lia, apesar de sua cabeça estar longe e o coração meio descontrolado.
De repente Ian apareceu do seu lado, vindo de não sei onde. Trazendo uma florzinha roubada de algum jardim próximo, no melhor estilo ‘romântico vagabundo’.
Aí sim ela perdeu de vez a concentração. Sem dizer nada ele lhe deu um beijo suave e demorado. Ian era assim, chegava sempre de surpresa. Foi exatamente assim que chegou em sua vida.
Os dois conversaram por algum tempo, mas ele logo se levantou para ir embora. Era isso que a deixava meio assim, ele sempre ia embora rápido...
Se fosse Luck... Ah, Luck. Ficava lembrando dele, toda hora, e isso aumentava sua culpa. Insistia em comparar os dois mesmo sabendo que isso não era certo.
Luck era calmo, chegava e permanecia ao seu lado até cansar. Sabia ler suas expressões e sentimentos com um só olhar. E mesmo assim ela o trocou por Ian, meio sem saber por que, mas a vida era mais diferente ao lado dele. Nunca sabia quando ele chegaria, o que faria, pra onde a levaria. Ian demonstrava amor das formas mais diferentes, mas nunca ficava tempo o suficiente para conhecer e interpretar Yuki.
As vezes ela morre de vontade de ligar para Luck. Pra dizer o que?
“Preciso conversar com uma pessoa que pode me ajudar e me fazer cair na real. Vou visitá-la hoje anoite” – decidiu ela.

Continua...


Atendendo a pedidos, Yuki está de volta e toda confusa. Também... entre dois amores, quem não ficaria? Ela agora vai procurar uma amiga em busca de apoio ou até mesmo um sacode. Surpresas vem por aí ;]
Achei que a imagem deu certinho. À esquerda o Luck certinho e previsível e à direita o Ian, imprevisível e doidinho.
Terça posto a continuação

xD


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quinta-feira, 1 de julho de 2010

Indicação de livro - Participação especial


Todos os frequentadores do blog já conhecem a sessão de indicações de livros e filmes, certo? Pois bem, para diferenciar um pouco, convidei o Gabriel, dono do blog parceiro do Teen Spiritx: http://criticazzcrazy.blogspot.com/ para fazer um post de indicação aqui. Chegado numa boa leitura, como eu, ele topou e aí está a crítica dele:
Livro escrito por Scot Westerfild.
A Gabi me emprestou esse livro, já que eu estava sem nada para ler. Brigadão Gabi =D
Poucos já pensaram da onde vêem as coisas como o jeito de usar o boné, o modo diferente de usar um calça, entre outras coisas deste tipo.O protagonista da história não é um desses que foram os primeiros, mas ele é um dos que acham esses primeiros.E ao cometer um pequeno erro de chamar uma inovadora (que são essas "primeiras pessoas") para uma reunião, começa uma aventura que ele nunca esperaria ter.Mandy, sua chefe, marca um reunião particular entre eles três, mas na hora marcada há um grande problema, que apenas Hunter e Jen podem ir atrás, sem darem muitas informações para outras pessoas.Dentro dessa confusão toda é criada uma nova classe de pessoas na piramide social, e Hunter vai conhecer o mais lindo tênis de todos os tempos, que todos nós já vimos, mas não ele por completo, só parte dele em cada tênis diferente.
Um livro que de cara não dei nada para ele, mas me apresentou bem mais do que aparenta.Gostei da aventura, achei diferente das coisas que eu sou costumado a ler, me fez prestar mais atenção nas pessoas ao meu redor.O ponto fraco, foi o final, achei que poderia ter dado muito mais do que deu, ficou muito "sem sal".
Mas não me arrependo de ter lido, muito muito mesmo interessante.xD
Gabriel Mariz
Eu, Gabi, já li esse livro e também recomendo. Ele consegue fazer você mudar sua visão sobre as pessoas e seus estilos
Agradeço ao Gabriel pela participação.
Vocês podem conferir outras críticas a livros e filmes no blog dele, citado no início do post.
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PS: em breve teremos mais Yuki e Laura por aqui. Aguardem xD