A humanidade sempre foi mestre em superestimar sua existência e importância. Cheia de pequenos e grandes vícios, um deles é responsabilizar as gerações anteriores por seus erros e subestimá-las por seus atos.Acusa-se o povo da Idade Média por deixar-se alienar pela religião e o das Revoluções industriais por alienarem-se pelo trabalho...
E agora, depois de tantos séculos, ainda não perdemos essa mania de alienação. Nos fazemos de vítimas, nos acomodamos e nos alienamos pela preguiça, por falta de qualquer outra coisa mais importante.
Carregando no bolso diversas desculpas por sermos assim. Sem a mínima vergonha ou culpa por sermos escravizados pelo dinheiro e vaidade. E criando cada vez mais mecanismos que façam a vida parecer ainda mais fácil e escondam nossos problemas.
Afinal, não queremos passar por nenhuma privação que nossos ancestrais passaram se podemos evitar isso, não é mesmo? Enquanto estamos confortáveis, as conseqüências pouco importam, principalmente se existe a possibilidade que elas só chegarem para a próxima geração.
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